Croácia: o roteiro completo da nossa viagem de verão em 2025
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Em agosto de 2025 embarcamos para a Croácia, uma viagem que estava na nossa lista de desejos havia muito tempo. Foram doze dias percorrendo o litoral da Dalmácia, passando por Zadar, pelo Parque Nacional dos Lagos de Plitvice, por Split, pela ilha de Hvar e terminando em Dubrovnik.
Neste post eu conto com detalhes tudo o que fizemos, onde comemos, o que vimos e algumas informações práticas que separamos antes de viajar e que fizeram toda a diferença durante o percurso.


Antes de contar os detalhes da viagem, vale entender um pouco do que torna a Croácia um destino com tanta história. A região foi habitada desde a Antiguidade, passando pelos ilírios e depois pelos romanos, que deixaram marcas que são visíveis até hoje como o Palácio de Diocleciano, em Split. Construído no século IV como residência de um imperador romano, é um dos exemplos mais impressionantes e ainda hoje é o coração da cidade velha. Ao longo dos séculos seguintes, o território croata foi disputado e governado por diferentes potências: bizantinos, húngaros, venezianos e, mais tarde, o Império Austro-Húngaro deixaram sua influência na arquitetura, na culinária e na cultura local, especialmente ao longo da costa da Dalmácia.
No século XX, a Croácia fez parte da Iugoslávia, e só declarou independência em 1991, o que resultou em um período de guerra que durou até 1995 e que ainda é uma memória viva para muitos croatas. Hoje, o país reconstruído é um dos destinos mais procurados da Europa, e é justamente essa mistura de história milenar, ruínas romanas, fortalezas medievais e cidades litorâneas preservadas que faz da Croácia um lugar tão especial para visitar e que dá ainda mais sentido a cada muralha, cada praça e cada telhado alaranjado que fomos encontrando pelo caminho.

Sabendo um pouco sobre essa história, veio a hora de decidir o roteiro. Como fomos em pleno verão, decidimos não incluir Zagreb no roteiro. Preferimos concentrar os dias na costa, entre praias e ilhas, e deixamos a capital para uma próxima oportunidade, talvez em outra estação do ano.
Sobre o clima, vale um aviso sincero para quem for fazer esse mesmo roteiro no verão. Fazia muito calor, um calor forte e constante do início ao fim da viagem, então protetor solar, água sempre à mão e roupas leves foram essenciais em todos os dias.
Antes mesmo de embarcar, fizemos questão de pesquisar bastante sobre a gastronomia croata, porque comer bem sempre faz parte importante de qualquer viagem para nós e nossa família adora provar todas as comidas típicas do país em que estamos a visitar.
A cozinha da Croácia tem uma mistura forte de influências mediterrâneas e da Europa Central, então o cardápio varia bastante entre pratos de peixe e frutos do mar, típicos do litoral, e pratos mais encorpados de carne, mais comuns no interior.
Comidas típicas que provamos ou que estavam na nossa lista
Crni rižot – risoto preto feito com tinta de lula. É um prato típico da costa da Dalmácia, com sabor intenso do mar e uma textura cremosa; costuma vir acompanhado de frutos do mar e um fio de azeite por cima.
Štrukli – massa recheada com queijo cottage, cozida ou assada. É um prato tradicional da região central da Croácia, que pode ser servido tanto como entrada salgada quanto como sobremesa, dependendo do tempero.
Ćevapi – salsichas grelhadas de carne moída, servidas com pão e condimentos. É um dos pratos mais populares dos Bálcãs, geralmente acompanhado de cebola crua e ajvar, uma pasta de pimentão vermelho.
Istarski fuži – massa artesanal em forma de pena, servida com molhos variados. É uma especialidade da região da Ístria, tradicionalmente preparada com molho de trufas ou de carne de caça.
Salata od hobotnice – salada de polvo com azeite, limão e ervas. Um prato leve e refrescante, muito comum nos restaurantes à beira-mar, perfeito para os dias mais quentes.
Štrudel de cereja (Višnjev štrudel) – massa folhada crocante recheada com cerejas azedas. Uma sobremesa clássica de influência austro-húngara, geralmente servida morna com uma pitada de açúcar de confeiteiro.
Fritule – mini donuts aromatizados com raspas cítricas e um toque de álcool. São muito populares no Natal e no Ano Novo, mas também aparecem em feiras e mercados de rua durante o verão.
Dalmatinski rafioli – biscoitos em forma de ravioli recheados com amêndoas. Uma sobremesa tradicional da região de Dalmácia, com origem que remonta à influência veneziana na costa.
Princes krafne – versão croata dos profiteroles. São bolinhas de massa recheadas com creme e cobertas de chocolate, bastante encontradas em confeitarias e cafés pelo país.
Agora sim, vamos ao roteiro dia a dia.
Dia 1 – 11 de agosto – Lisboa/Zadar
De Lisboa para Zadar não havia voos diretos, então voamos de Lisboa até Barcelona e, de lá, pegamos uma conexão até Zadar, chegando já à noite. O hotel em que ficamos era a cerca de vinte minutos de carro do aeroporto e a apenas dez minutos a pé do porto, o que facilitou bastante os deslocamentos nos dias seguintes.
Do aeroporto até o hotel fomos de Bolt, que foi a forma mais prática de chegar naquele horário. Uma dica importante para quem vai à Croácia é que lá o Uber não é tão comum, sendo mais prático e rápido pedir um Bolt.

Dia 2 – 12 de agosto – Zadar
O segundo dia da viagem foi destinado a conhecer a cidade de Zadar, já que seria nosso único dia completo por lá. Dedicamos o dia inteiro a esse walking tour, e a cidade nos surpreendeu positivamente logo de cara.

Lugares para conhecer em Zadar:
Parque Rainha Jelena Madijevka – o parque mais antigo da Croácia, inaugurado no século dezenove. É um respiro de verde bem no centro histórico, com árvores centenárias e caminhos sombreados, ótimo para uma pausa fora do calor do meio-dia.
Portão da Terra – construído em 1543 durante o domínio veneziano. É a entrada monumental da cidade velha, decorada com o leão de São Marcos, símbolo da antiga República de Veneza que dominou a região por séculos.
Praça dos Cinco Poços – do século dezesseis, com cinco poços usados no abastecimento de água. Hoje é um espaço tranquilo e arborizado, cercado por muralhas, onde dá para sentar um pouco e imaginar como era a vida na cidade há quinhentos anos.
Praça Peter Zoranić – dedicada a um poeta renascentista croata, considerado um dos precursores da literatura em língua croata. É uma pracinha simples, mas carregada de significado cultural para os moradores locais.
Igreja de São Simeão – edifício barroco do século dezessete, que guarda em seu interior o sarcófago de prata do próprio santo, uma das relíquias mais valiosas de Zadar.
Praça do Povo – centro social e político desde a Idade Média. É ali que fica a antiga sede do governo da cidade, e o lugar continua movimentado até hoje, cercado de cafés e lojas.
Rua Kalelarga – principal rua pedonal, de traçado romano, que corta o centro histórico de ponta a ponta. É por onde os moradores locais passeiam ao entardecer, e um ótimo lugar para sentir o ritmo do dia a dia da cidade.
Fórum Romano – ruínas do século primeiro antes de Cristo, que já foram o centro da vida pública na época romana. Hoje restam colunas e blocos de pedra espalhados, bem ao lado da Igreja de São Donato.
Igreja de São Donato – o ícone de Zadar, do século nove, com sua arquitetura circular pré-românica que a torna única na região. É construída sobre parte do antigo Fórum Romano, reaproveitando pedras e colunas antigas.
Igreja e Convento de Santa Maria – fundados em 1066, formam um dos complexos religiosos mais antigos da cidade, com um claustro tranquilo que contrasta com o movimento das ruas ao redor.
Catedral de Santa Anastácia – a maior igreja da Dalmácia, com uma fachada românica imponente e um campanário que pode ser escalado para uma vista panorâmica de toda a cidade velha.
Praia Kolovare – praia urbana de cascalho perto do centro, ideal para um mergulho rápido sem precisar sair da cidade. Tem boa estrutura de bares e restaurantes por perto.
Órgão do Mar – instalação sonora do arquiteto Nikola Bašić, que transforma o movimento das ondas em música através de tubos escondidos sob degraus de mármore. Uma das experiências mais curiosas e relaxantes de Zadar.
Saudação ao Sol – instalação de painéis solares do mesmo arquiteto, um grande círculo no chão que acumula energia solar de dia e se transforma em um espetáculo de luzes coloridas ao anoitecer, sincronizado com o Órgão do Mar.



Enquanto caminhávamos pela cidade, paramos no Tramontana, um bar em cima da orla, onde o Marcelo provou a cerveja típica croata, a Ožujsko, enquanto aproveitávamos a vista para o mar. Continuamos caminhando pela cidade e até subimos na torre do sino da Catedral de Santa Anastácia para ver a vista de Zadar. Um dos restaurantes que estávamos mais animados para conhecer era o 4 Kantuna, porque tínhamos visto que um dos pratos mais conhecidos era o risoto preto, feito com tinta de lula (Crni rižot).
Vale muito a pena conhecer e comer o risoto, é muito bom!

Guardamos o Órgão do Mar e a Saudação ao Sol para o fim do dia de propósito, porque fomos até lá na hora do pôr do sol para ver melhor os dois. O movimento das ondas empurra o ar por tubos instalados sob as escadarias de pedra, criando sons musicais únicos, e bem ao lado a Saudação ao Sol começa a se iluminar conforme o dia escurece, criando um espetáculo de luz muito bonito. Ficamos ali por bastante tempo vendo o pôr do sol.


À noite, jantamos por ali mesmo, aproveitando o clima da orla iluminada.
Restaurantes em Zadar
Deixo aqui alguns restaurantes que pesquisamos que eram bons na cidade, mas que infelizmente não conseguimos provar todos. Alguns eram de comidas típicas e outros de comida italiana ou mais comuns.
4 Kantuna
Restaurant Bruschetta
Bob Rock's – sorveteria
Gligora – loja de queijos
Colonna – bar
Mmma Mia
Kult – bar
L'Osteria 12
Focacceria Bella Vita
Dia 3 – 13 de agosto – Parque Nacional dos Lagos de Plitvice
Reservamos o dia inteiro para conhecer o Parque Nacional dos Lagos de Plitvice, e essa foi, sem dúvida, uma das experiências mais marcantes de toda a viagem. O parque, cujo nome em croata é Nacionalni park Plitvička jezera, é um dos destinos naturais mais espetaculares não só da Croácia, mas de toda a Europa. Ele fica na região central do país, entre Zagreb e Zadar, e foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO em 1979, sendo o parque nacional mais antigo e também o maior de todo o território croata.

Compramos os bilhetes com antecedência pelo próprio site oficial do parque, e para chegar até lá optamos por ir de Flixbus, porque era a forma mais fácil de fazer o trajeto, já que o autocarro deixa a gente praticamente na porta do parque.
Antes de contar como foi a caminhada, vale explicar um pouco melhor como o parque funciona, porque isso ajuda bastante quem for planejar a visita. Plitvice tem duas entradas principais. A Entrada 1, que foi a que usamos, é a mais próxima das grandes cascatas e costuma ser bastante concorrida, e os percursos que começam por ali geralmente descem primeiro, para subir depois. Já a Entrada 2 dá acesso mais direto aos lagos superiores e à zona do barco elétrico, sendo uma opção prática para quem pretende fazer percursos mais longos.
Nossa entrada estava marcada entre as 11h e as 12h.

Dentro do parque existem vários percursos sinalizados, identificados por letras, que variam bastante em distância e duração. Há trilhas mais curtas, e também a trilha mais completa, que percorre praticamente todo o parque e pode levar entre seis e oito horas. No nosso caso, chegamos com a ideia de fazer o percurso mais longo, para conseguirmos ver tudo, mas acabamos mudando de plano no meio do caminho por causa do calor e do cansaço.
A infraestrutura do parque é boa, mas tudo é bastante espaçado. Existem cafés, pequenos restaurantes e banheiros, porém eles ficam longe uns dos outros, o que pode ser um desafio durante o percurso, e não é algo que aparece a toda hora, então vale a pena planejar bem antes de sair andando.
O bilhete inclui o uso do transporte interno, como o barco elétrico que atravessa os lagos e um ônibus interno que liga pontos estratégicos do parque, uma ótima ajuda quando o cansaço começa a aparecer.
É importante ir cedo, usar calçado confortável, levar bastante água e estar preparado para andar longas distâncias.

No meio do caminho como estava muito calor, acabamos por pegar um barco para atravessar um dos lagos. Nós achamos que valeu super a pena, visto que a travessia é muito bonita, o único problema é que a fila era muito grande então passamos cerca de 1 hora esperando pelo barco.
No fim da tarde, pegamos o autocarro de volta para Zadar, que saiu às 17h e chegou por volta das 18h55, no mesmo ponto em que havíamos sido deixados pela manhã.
Como estávamos cansados, compramos comida no supermercado e jantamos em casa mesmo.
Dia 4 – 14 de agosto – Zadar/Split
Deixamos Zadar rumo a Split de Flixbus, que também compramos com antecedência. A viagem dura cerca de duas horas, e escolhemos o ônibus por ser a opção mais prática para ligar as duas cidades. Assim que chegamos, paramos para tomar um café num café dentro da própria estação, antes de seguirmos a pé em direção ao nosso apartamento.
Depois de deixar as malas no hotel, fomos direto para a praia. Tínhamos pesquisado bastante antes da viagem e encontrado várias praias legais na região, mas acabamos escolhendo a Kasjuni Beach. Para chegar até lá, pegamos um Uber que nos deixou num certo ponto, e de lá precisamos descer uma espécie de trilha, de uns sete minutos, até chegar à praia.
Lá alugamos cadeiras para ficar deitados no Joe's Beach Club Kasjuni, que fica bem na própria praia.

À noite, fomos jantar no Fife, e recomendamos muito esse restaurante, porque foi o melhor de toda a viagem. Foi lá que o Marcelo comeu o tradicional Ćevapi, que é uma espécie de kafta muito gostosa e bem temperada. Nesse restaurante ela era servida com batata frita, mas existe também a forma de comer dentro de um pão. Depois do jantar, ainda fomos tomar sorvete na Gelateria Emiliana, fechando o dia com chave de ouro.


Praias em Split:
Kasjuni Beach
Kastelet Beach
Joe's Beach Club (Kasjuni)
Znjan Beach
Bačvice Beach
Ovčice Beach
Firule Beach
Restaurantes em Split:
Fife – comida tradicional
Fig – restaurante
Kantun Paulina – comida balcânica
Sladoledarnica Emiliana – sorveteria
Ela's Gelateria Artigianale
Bar Sistema
Corto Maltese
DeListes
Riva Gelateria
Portofino
Ikra Fish and Wine

Dia 5 – 15 de agosto – Split, passeio de barco
Esse dia foi reservado para um passeio de barco pelas ilhas ao redor de Split para visitar a Blue Cave, e foi um dos programas mais legais da viagem inteira. Compramos o passeio com antecedência, e ele saía do porto de Split, com horário de partida marcado para as 7:30h da manhã.
Chegamos cerca de 30 minutos antes, para não correr o risco de perder o barco.


A primeira parada foi em Komiža, na ilha de Vis, onde descemos e andamos um pouco pela cidade. Durante esse tempo livre, conhecemos o Konoba Jastozera, o restaurante que ficou famoso por ter sido cenário do filme Mamma Mia 2, dentre outros locais em que também se passou o filme. Esses passeios de barco que saem de Split têm vários roteiros, e o nosso escolhemos o que passava por Komiža porque a Lara queria conhecer os locais onde gravaram Mamma Mia 2.


Depois seguimos para a Blue Cave, um dos pontos mais esperados do passeio. Uma gruta marinha situada na ilha de Biševo, onde a luz do sol entra por uma pequena abertura debaixo d'água e se reflete nas paredes de pedra, criando um efeito azul intenso dentro da caverna, quase como se a água brilhasse por dentro.


Nossa parada seguinte foi na Ilha Pakleni, onde descemos para nadar durante 2 horas e depois fomos em um restaurante à beira-mar, embora infelizmente não tenhamos anotado o nome do lugar. Ficamos por ali só para tomar um drink e uma cerveja, aproveitando a vista.


De lá seguimos para Hvar, como seria o nosso próximo destino da viagem decidimos não andar muito pela cidade naquele momento e esperar os dias seguintes. Paramos apenas para almoçar em um restaurante que foi indicação do próprio motorista do barco, o Rocco pizzeria, que fica bem no centro da cidade.
Antes de voltar para Split, fizemos a nossa última parada em Milna, e foi uma surpresa e tanto: andamos pela cidade e era uma gracinha, pequena e charmosa.


Chegando em Split, como estávamos bastante cansados do passeio, compramos uma focaccia cada um no Davinci, que fica na rua principal da cidade, para comer no hotel, e dormimos cedo naquela noite.
Dia 6 – 16 de agosto – Split, city tour
Na parte da manhã fomos andar por Split para conhecer a cidade com calma. Já tínhamos passado por ali antes, mas nesse dia resolvemos ver todos os pontos turísticos da cidade com atenção.
Lugares para conhecer em Split:
Centro Histórico – Patrimônio Mundial da UNESCO, formado ao redor do Palácio de Diocleciano. É uma verdadeira cidade viva dentro das antigas muralhas romanas, com ruas estreitas de pedra cheias de lojas, restaurantes e moradores locais no meio das ruínas.
Palácio de Diocleciano – erguido no século quarto depois de Cristo. Foi construído como residência de retiro do imperador romano Diocleciano e, ao longo dos séculos, virou a própria base da cidade, com casas e comércios erguidos dentro e sobre suas estruturas originais.
Peristilo – pátio central do palácio, cenário de cerimônias imperiais. Cercado por colunas e esfinges egípcias trazidas na Antiguidade, hoje é um dos pontos mais fotografados de Split, muitas vezes com música ao vivo animando o ambiente.
Catedral de São Dômnio – considerada a catedral mais antiga do mundo ainda em uso. Curiosamente, o edifício era originalmente o mausoléu do próprio imperador Diocleciano, depois transformado em igreja cristã séculos mais tarde.
Campanário da Catedral – vista panorâmica sobre o centro histórico e o mar. A subida é feita por uma escada estreita e íngreme, mas a vista lá de cima, com os telhados da cidade velha e o Adriático ao fundo, compensa o esforço.
Templo de Júpiter – santuário romano convertido em batistério medieval. É um dos templos romanos mais bem preservados do mundo, guardado por uma esfinge egípcia na entrada que resistiu a quase dois mil anos.
Subterrâneos do Palácio – corredores e salas usados hoje para exposições. Essas câmaras subterrâneas sustentavam os aposentos imperiais em cima e ficaram famosas também por terem servido de cenário em Game of Thrones.
Portão de Ferro, Portão de Ouro, Portão de Bronze e Portão de Prata – as quatro entradas originais do palácio. Cada uma dava acesso a uma parte diferente da cidade antiga, e ainda hoje são usadas como pontos de referência para se localizar dentro do centro histórico.
Estátua de Grgur Ninski – tradição de esfregar o dedo do pé para dar sorte. A estátua de bronze, obra do escultor Ivan Meštrović, homenageia um bispo croata do século dez e é um dos símbolos mais conhecidos da cidade.
Mercado Verde (Pazar) – feira ao ar livre com produtos locais. Fica logo atrás do Portão de Prata e é o lugar ideal para comprar frutas frescas, azeite, temperos e lembrancinhas direto dos produtores locais.
Ribarnica – mercado de peixe fresco junto à Riva. Funciona desde o século dezenove e chama atenção por não ter cheiro forte de peixe, graças aos vapores sulfurosos naturais da região, segundo a tradição local.
Praça do Povo (Pjaca) – praça medieval rodeada por edifícios renascentistas. Foi o centro administrativo e social de Split por séculos, e hoje continua movimentada com cafés e lojas nos prédios históricos ao redor.
Promenade de Riva – calçadão à beira-mar. É o point principal da cidade para caminhar, tomar um café ou simplesmente observar o movimento do porto, especialmente ao entardecer.
Miradouro do Monte Marjan – vista para a cidade, o porto e as ilhas. A colina é conhecida como o "pulmão verde" de Split, com trilhas entre pinheiros e pequenas praias escondidas no caminho até o mirante.
Telegrin Peak – pico no Monte Marjan, mais alto que o miradouro principal, com vista ainda mais ampla sobre a cidade e o Adriático. Exige uma caminhada um pouco mais longa, mas é ótimo para quem quer fugir das multidões e ter uma vista mais tranquila.

Enquanto andávamos pela cidade, fomos experimentando várias comidas que estavam na nossa lista. Como estava calor, tomamos sorvete na Gelateria Emiliana, experimentamos a focaccia de mortadela da Focaccina, comemos burek no ST Burek, comemos no Kantun Paulina e fomos ao Kuna comer rafiol. Depois de comer tudo isso ao longo do passeio, decidimos não sentar para almoçar de verdade, e só compramos algumas comidinhas no mercado para beliscar, deixando a tarde livre para a praia.

À tarde escolhemos a praia de Znjan, que também precisava ir de Uber para chegar e ficava para o lado contrário da praia de Kasjuni, onde tínhamos ido no outro dia. A praia de Znjan é bem maior, nada parecida com aquela outra mais pequena e deserta. Levamos toalha e ficamos sentados na areia mesmo, ou melhor dizendo, no caso da Croácia, nas pedras.
E aqui vai uma dica muito importante, provavelmente a melhor coisa que descobrimos na viagem, sem ela, tudo teria sido bem mais difícil. Na Croácia as praias são praticamente todas de pedra, então, para não machucar o pé, é essencial comprar um sapato de praia específico. Compramos o nosso na Decathlon em Portugal, foi super barato e foi a melhor coisa do mundo para aproveitar o mar sem sofrer.

Depois de passar o resto do dia na praia, voltamos para o hotel e fizemos o nosso próprio Istarski fuži, aquele tipo de massa artesanal típica da região, para dar uma comidinha antes de sair de novo. Para jantar fomos até a Pizzeria Galija, e depois voltamos mais uma vez à Gelateria Emiliana para tomar sorvete.
Dia 7 – 17 de agosto – Split/Hvar
Saímos de Split em direção a Hvar. Como Hvar é uma ilha, fomos de catamarã até lá, e a viagem durou cerca de uma hora, com saída de Split às 9 da manhã.
Vale registrar que o barco havia mudado de porto em Hvar, então é sempre bom ficar de olho nesse tipo de informação antes de viajar. Por causa dessa mudança, em vez de pararmos no porto principal de Hvar, paramos em um porto mais afastado. Mas já havia um autocarro esperando por nós para nos levar até o centro da cidade, um trajeto de cerca de dez minutos, até porque a ilha não é tão grande assim.

O centro da cidade fica bem à beira-mar, e de lá dá para caminhar pela orla e ver várias prainhas e vistas bonitas de Hvar. Foi exatamente isso que fizemos nesse dia, depois de fazer o check-in no hotel, ficamos andando pela orla para conhecer melhor a ilha. Estando no centro, para o lado direito ficam os beach clubs mais famosos, e para o lado esquerdo ficam as lojinhas e algumas vistas bem bonitas.
Fomos primeiro para o lado esquerdo caminhar. Depois fomos almoçar no próprio hotel, já que estava muito calor e estávamos cansados. Seguimos para o lado direito, em direção aos beach clubs.



Sentamos na parte de restaurante do Falko Beach Bar & Food para tomar uns drinks, e ficamos por lá até quase o pôr do sol. No caminho de volta para o centro, paramos na praia de Majerovica para dar um mergulho rápido.
Voltamos para o hotel, jantamos por lá mesmo, e depois fomos até o Nonica comer um docinho, que era conhecido pelos doces típicos que fazem por lá.
Restaurantes em Hvar:
Mizarola
Junior
Grande Luna
L'amore Per Il Gelato
Black Pepper
Don Quijote
Lucullus – tasca
La Bocca
Falko Beach Bar & Food
Nonica – conhecido pelos doces típicos
Os pontos turísticos de Hvar não são tantos além das próprias praias, então fomos vendo a maior parte deles ao longo do próprio passeio pela orla:
Praça de Santo Estêvão – a maior praça da Dalmácia. É o coração da cidade, ladeada por cafés e restaurantes, e liga o porto à cidade velha, sendo praticamente impossível não passar por ali várias vezes ao longo do dia.
Catedral de São Estêvão – igreja renascentista com campanário gótico. Fica de frente para a praça principal e guarda obras de arte importantes no seu interior, incluindo pinturas venezianas do período em que a ilha estava sob domínio de Veneza.
Antigo Arsenal e Teatro de Hvar – primeiro teatro público da Europa ainda em funcionamento. Foi construído no século dezessete, no andar de cima do antigo arsenal onde eram reparados os navios, e é um símbolo de como a cultura já era valorizada na ilha desde cedo.
Fortaleza Espanhola (Tvrđava Fortica) – vistas panorâmicas sobre Hvar e as Ilhas Pakleni. A subida até lá em cima é um pouco cansativa, mas a vista do topo, com o mar azul e as ilhinhas espalhadas ao redor, é um dos melhores pontos para ver o pôr do sol na região.
Convento Beneditino – famoso pelas rendas de agave, patrimônio da UNESCO. As freiras do convento ainda produzem à mão essas rendas únicas, feitas a partir de fibras de folhas de agave, uma tradição rara que existe apenas ali.
Palácios venezianos – influência da República de Veneza na ilha. Espalhados pela cidade velha, esses edifícios com fachadas em pedra e janelas ornamentadas lembram os séculos em que Hvar fez parte do território veneziano.
Mosteiro Franciscano – do século quinze. Fica à beira-mar, com um claustro tranquilo e um pequeno museu que guarda pinturas antigas, sendo um refúgio calmo longe do movimento do centro.
Farol de Pokonji Dol – construído em 1872. É um dos faróis mais fotografados da Croácia, cercado por rochas e um pequeno trecho de praia, ideal para quem quer sair um pouco do centro e nadar em águas mais tranquilas.
Dia 8 – 18 de agosto – Hvar
Esse dia ficou livre para aproveitarmos mais a ilha no nosso próprio ritmo, sem compromissos marcados, e decidimos usá-lo para conhecer outra praia. Mas antes, eu e o Marcelo subimos até a Fortaleza Espanhola porque disseram que no período da manhã era mais bonito.



As praias em Hvar:
President Beach Podstine
Pokonji Dol Beach
Beach Robinson
Mekičevica – essa foi a que tínhamos ido no dia anterior, depois do restaurante do beach club, já mais à noite
Plaža Malo Žaraće
Bonj Beach
Plaža Lučica
Red Rocks
Nesse dia resolvemos ir até a Pokonji Dol Beach. Essa praia tinha sido uma das mais famosas que encontramos na hora de pesquisar, e posso dizer que ela vale todo o hype que fizemos em cima dela. O único problema é que fica longe e não tem muita coisa por perto. Fomos andando, o que deu uma caminhada de uns quarenta minutos a partir do hotel, e para descer até a praia ainda tivemos que fazer uma trilha.


Ficamos por lá até as 16h e, depois, saímos atrás de algum restaurante para comer, parando no Hvar Brewing Co, que ficava no próprio caminho de volta para o centro. Chegando ao centro, fomos tomar sorvete na aROMA, que estava perfeito.

Voltamos para o hotel para nos arrumar e sair de novo. Fomos andar pelo centro para conhecer mais a cidade, e decidimos passear pela parte mais alta de Hvar para aproveitar as vistas de lá de cima. Como tínhamos almoçado tarde, decidimos só comer um docinho na marina antes de voltar para o hotel para dormir.
Dia 9 – 19 de agosto – Hvar/Dubrovnik
Deixamos Hvar rumo a Dubrovnik de catamarã, com saída às 9h10 e chegada por volta das 12h30. Um detalhe importante é que o porto de Dubrovnik fica longe do centro da cidade, cerca de uma hora a pé, então pegamos um Bolt para chegar até o hotel.
Dubrovnik é uma cidade em que o centro é todo murado, a chamada Old Town, e não entra carro ali dentro, só carros de limpeza e de abastecimento de comida para os restaurantes. Por isso o Uber nos deixou em um dos portões da cidade, e caminhamos até o hotel, já que estávamos hospedados dentro do próprio centro histórico.

Deixamos as malas, colocamos o biquíni e saímos para almoçar. Infelizmente não anotamos em qual restaurante fomos, mas depois passamos no Pepinos Gelateria para tomar o nosso sorvete de todo dia. Começamos a andar pela cidade, mas como iríamos fazer um city tour no dia seguinte, resolvemos subir naquele momento até a Fortaleza Lovrijenac, porque não entraríamos ali com a nossa guia. É uma vista linda lá de cima e vale muito a pena subir, mas são muitos degraus.


Depois voltamos para a cidade e fomos ver a famosa escada de Game of Thrones, onde sentamos para tomar um Aperol e descansar um pouco. Em seguida fomos para o hotel nos arrumar para o jantar.
Antes do horário da reserva, demos uma volta pela cidade à noite enquanto esperávamos, e fomos jantar no Rudjer. Esse restaurante apareceu em vários lugares como uma ótima indicação, mas é um lugar que precisa de reserva para conseguir jantar nessa época do ano. Valeu todo o hype, porque ele é realmente muito bom, e fica no alto de Dubrovnik. Depois do jantar, voltamos para o hotel.

Os restaurantes em Dubrovnik:
Moskar Street Food
Barba – esse estava marcado como obrigatório no nosso roteiro
Lady Pi-Pi
Panini Bar Franco Romano
Gelateria Dubrovnik
Rudjer
Mamas Pot Tavern
Pepinos Gelateria
Dolce Vita
Holy Burek – segundo as recomendações que recebemos, o melhor da cidade
Gianni
D'Vino Wine Bar
Dia 10 – 20 de agosto – Dubrovnik, walking tour
Acordamos e fomos tomar café no Café Festival, que tinha uma espécie de parceria com o nosso hotel, então acabamos tomando café lá todos os dias em que ficamos na cidade. Depois seguimos em direção ao Portão Pile para encontrar com a Priscila, que foi a nossa guia no walking tour daquele dia.
Fizemos um walking tour guiado pela cidade, que nos acompanhou das 8h ao meio-dia, em um passeio que incluiu o city tour, a caminhada completa pelas muralhas e os pontos de gravação de Game of Thrones. Passar pelo Portão Pile e caminhar pela Stradun logo pela manhã foi uma ótima escolha, porque a cidade ainda estava bem mais tranquila.


A primeira coisa que fizemos com a Priscila, e que consideramos a melhor escolha do dia, foi subir na muralha logo às 8h da manhã, já que assim o sol ainda não estava tão forte e o calor ainda não tinha apertado. Conhecemos e andamos por toda a cidade com a guia, que foi contando a história da Croácia e de Dubrovnik em cada ponto turístico por onde passávamos.
Dubrovnik já foi a chamada República de Ragusa, uma potência marítima independente que rivalizava com Veneza em comércio pelo Mediterrâneo, e que manteve sua autonomia por séculos, o que explica boa parte da riqueza arquitetônica que ainda vemos espalhada pela cidade.
Quando escolhemos o tour, optamos justamente por um que também mostrava os lugares que tinham sido usados nas gravações de Game of Thrones, então fomos até esses pontos e até brincamos de regravar algumas cenas por conta própria.

Depois do walking tour, que terminou às 12h, fomos almoçar em um restaurante que a própria guia indicou, o Trattoria Carmen, para comer comida típica. Em seguida fomos ao Gianni comer o famoso bolo de chocolate croata, que estava uma delícia, e também os cherry puffs, uma massa folhada recheada com compota de cereja que também é bastante típica por lá.
Continuamos andando pela cidade, e a guia nos indicou entrar na Gornji Ugao Tower, uma torre de defesa histórica que hoje funciona como museu, localizada bem sob a imponente Torre Minčeta, nas famosas muralhas da cidade. Como sempre, paramos depois para tomar o nosso sorvete do dia, e dessa vez foi na Molo.


Uma das atrações que estavam na nossa lista era o Mosteiro Franciscano, que visitamos com a guia, mas depois voltamos por conta própria para entrar na farmácia que fica lá dentro, porque tínhamos lido que eles ainda fabricam cremes e outros produtos usando as mesmas receitas de 1317, se a história contada por lá estiver mesmo correta. Compramos alguns cremes e produtos de lavanda.

Continuamos andando pela cidade e tentamos ir ao Buža, um bar que fica literalmente dentro de um buraco na muralha da cidade, mas estava muito cheio e não conseguimos entrar. Então decidimos sair da muralha e caminhar. Achamos uma praia belissíma para ver o por do sol.
Acabamos indo jantar em um lugar onde comemos um hambúrguer de polvo bastante famoso por ali, mas infelizmente esquecemos de anotar o nome do restaurante.

Para quem gosta de vinho, vale destacar o Dingač, um tinto encorpado da região, e o Grk e o Pošip, dois brancos bastante característicos da Croácia, que experimentamos por lá.
Os pontos turísticos e as praias de Dubrovnik:
Cidade Antiga (Old Town) – cercada por muralhas medievais, Patrimônio Mundial da UNESCO. É o centro de tudo em Dubrovnik, com ruas de pedra polida, escadarias estreitas e prédios que datam de séculos atrás, praticamente intactos.
Muralhas de Dubrovnik – passeio completo com vistas para o mar e os telhados. A caminhada em cima das muralhas leva cerca de duas horas e dá para ver a cidade velha, o Adriático e as ilhas ao redor de praticamente todos os ângulos possíveis.
Portão Pile – principal entrada da Cidade Antiga. É por onde a maioria dos visitantes entra na cidade velha, e logo ao passar por ele já se avista a Stradun se estendendo à frente.
Stradun – rua principal, com arquitetura histórica e cafés. É o coração pulsante de Dubrovnik, pavimentada com pedra calcária tão polida pelo tempo que reflete a luz do sol, ladeada por lojas, igrejas e restaurantes.
Fortaleza Lovrijenac – cenário de gravações de Game of Thrones. Erguida sobre um penhasco à beira-mar, ficou conhecida como o "Rochedo Real" da série, e oferece uma das vistas mais bonitas sobre as muralhas e o mar.
Fortaleza Revelin – proteção da entrada leste da cidade. Construída para resistir a ataques otomanos e venezianos, hoje também é usada como palco para eventos e festivais durante o verão.
Palácio do Reitor – mistura de estilos gótico e renascentista. Foi sede do governo da antiga República de Ragusa e hoje abriga um museu com objetos e mobiliário da época.
Mosteiro Franciscano – uma das farmácias mais antigas do mundo, de 1317. A farmácia ainda funciona até hoje, dentro do mesmo claustro tranquilo do mosteiro, um contraste interessante com o movimento da Stradun logo ali fora.
Mosteiro Dominicano – valioso acervo de arte sacra. Guarda pinturas, esculturas e manuscritos antigos em um claustro gótico-renascentista, sendo um dos museus mais ricos da cidade e ao mesmo tempo um dos menos concorridos.
Catedral da Assunção da Virgem Maria – construção barroca. Foi erguida no lugar de uma catedral românica destruída por um terremoto no século dezessete, e guarda relíquias religiosas importantes no seu tesouro.
Porto Antigo – ponto de partida para passeios de barco. É de lá que saem os barcos para a Ilha de Lokrum e outros passeios pela costa, além de ser um bom lugar para ver os pescadores locais.
Monte Srđ – mirante com teleférico e restaurante panorâmico. A subida de teleférico é rápida e leva a uma das vistas mais impressionantes de toda a Croácia, com a cidade velha lá embaixo e o mar se estendendo até o horizonte.
Monumento a Marin Držić – tradição de esfregar o nariz para dar sorte. A estátua de bronze homenageia o mais famoso escritor e dramaturgo croata, e ficou tão polida no nariz pelos turistas que quase brilha de tanto ser tocada.
Bellevue Beach – pequena praia de cascalho encravada entre rochedos, com águas claras e um pouco mais tranquila do que as praias mais centrais.
Lapad Beach – praia arenosa e familiar, na península de Lapad, com boa estrutura de bares e restaurantes ao redor.
Sveti Jakov Beach – uma das praias mais bonitas da região, um pouco afastada do centro, com vista para a cidade velha ao fundo.
Banje Beach – a praia mais famosa e central de Dubrovnik, bem em frente às muralhas, com vista direta para a Fortaleza Lovrijenac.
Copacabana Beach – praia de cascalho na península de Lapad, popular entre famílias por ter águas mais calmas e rasas.
Betina Cave Beach – pequena praia escondida dentro de uma gruta parcialmente aberta, um dos points mais únicos e concorridos da cidade.
Dance Beach – praia de rochas logo abaixo das muralhas, bem perto do Portão Pile, ótima para quem quer nadar sem se afastar muito do centro histórico.
Dia 11 – 21 de agosto – Dubrovnik
Nesse dia acordamos super cedo porque queríamos ver a escada de Game of Thrones vazia, para ver se conseguíamos tirar uma foto boa sem multidão.
O plano original para o dia era visitar a Ilha de Lokrum, que tem o Trono de Game of Thrones, o chamado Mar Morto e algumas praias, mas o mar acordou muito agitado naquele dia e todos os passeios de barco foram cancelados. Ficamos andando pelo porto durante a manhã até decidirmos o que fazer no lugar disso.


O novo plano foi ir até um outro lado de Dubrovnik, bem menos turístico. Fomos até Lapad, um bairro super fofo e com várias praias. Depois de caminhar um pouco pelo bairro, decidimos ficar na Uvala Beach, mas como o tempo não estava dos melhores, saímos de lá para ir almoçar.
Comemos no Koogla Italian Bar, que ficava bem ao lado da praia e tinha uma vista linda. Depois voltamos para o centro de Dubrovnik, fomos ao hotel tomar um banho e saímos para andar de novo.

Fomos ao Barba, que era um dos lugares que a Giullia estava mais animada para experimentar. Lá eles são famosos pelos calamares fritos, e é um restaurante em que você compra a comida e come na rua mesmo. Foi nota 10, e recomendamos muito.
Passeamos pelas feirinhas de rua e aproveitamos para fazer algumas comprinhas. Voltamos para o hotel para arrumar as malas, já que o nosso voo era na manhã seguinte, e saímos para jantar. Como ainda havia comidas de rua que não tínhamos experimentado, fomos ao Holy Burek comer, e depois tomamos o nosso último sorvete da viagem no Mostro Gelato, onde experimentamos sorvete de pipoca, que também estava muito bom.

Dia 12 – 22 de agosto – Dubrovnik/Roma/Lisboa
Saímos cedo do hotel e fomos em direção ao aeroporto, pegando um Bolt até lá. Nosso voo era às 10h25 da manhã, rumo a Roma, onde os planos se dividiam. As meninas seguiriam de volta para Lisboa, e eu e o Marcelo ficaríamos mais três dias na cidade.
As meninas ficaram no aeroporto de Roma até às 18h, horário em que embarcaram no voo de volta para Lisboa. Eu e o Marcelo seguimos em direção ao nosso hotel, que ficava perto do Vaticano.
Essa parada em Roma foi escolhida porque 2025 é o Ano Jubilar, então fomos visitar a Porta Santa da Basílica de Santa Maria Maior e a Porta Santa de São Pedro, e até conseguimos ver o Papa na janela.

Recomendações finais
Olhando para trás, achamos que valeu super a pena ter ido para a Croácia. Os doze dias que passamos por lá foram muito bons e deu para conhecer bastante coisa, mas se a ideia for conhecer todas as praias que o país tem, principalmente nas ilhas, seria preciso ficar bem mais tempo do que ficamos.
A nossa principal dica da viagem é o sapato específico para usar nas praias, porque praticamente todas elas são de pedra, e sem o sapato certo o pé machuca bastante. Vale muito a pena investir nesse item antes de viajar, até porque é bem barato.

Em agosto o calor por lá é realmente muito forte e abafado, então várias vezes precisamos voltar para o hotel só para descansar, ou paramos em alguma praia apenas para entrar na água e nos refrescar um pouco.
Essa parte do país que fizemos é uma região em que a maior parte das coisas se faz andando, porque não passa carro dentro dos centros históricos das cidades, e tem muita escada, muita mesmo, então se anda bastante ao longo do dia.
Por fim, fazer um walking tour guiado em Dubrovnik foi uma das melhores decisões que tomamos na viagem. A cidade é cheia de história, e vários dos edifícios, além da própria forma como ela foi planejada para ser construída, fazem muito mais sentido e são muito mais fáceis de entender quando se tem uma guia explicando tudo ao longo do caminho.




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